Tratamento da Diabetes!
Um número cada vez maior de doentes diabéticos tem dificuldade em gerir os seus níveis de glicemia. Para se garantir um bom controlo é importante que o doente seja informado, faça uma boa dieta com restrição calórica, siga um programa de exercício adequado às suas necessidades e capacidades e tome os hipoglicemiantes em doses adequadas ou insulina. Mas, em muitos doentes, o controlo é difícil ou mesmo impossível de atingir.
O problema tornou-se mais claro com a utilização da hemoglobina glicosilada A1c (HbA1c) como padrão do controlo da diabetes. A determinação dos níveis de HbA1c e de alguns factores de risco cardíaco como a lipoproteína (a), a homocisteína e a proteína C reactiva têm levantado novos desafios à medida que o tratamento da diabetes se tem tornado mais complicado.
Uma nova ênfase tem sido posta na detecção de algumas complicações da diabetes como a micro-albuminúria, que anuncia a nefropatia, assim como formas subtis de retinopatia e neuropatia. Estas complicações podem surgir precocemente na evolução da doença e devem ser abordadas e tratadas tão rapidamente quanto possível após se ter feito o diagnóstico de diabetes mellitus.
Existe actualmente um sentimento muito maior de urgência no controlo da hiperglicemia. É importante conhecer-se a evolução dos padrões de tratamento e as estratégias emergentes (por ex., terapêutica combinada com hipo-glicemiantes orais e insulina, novas formas de administração de insulina, novos métodos de monitorizar a glicemia e o uso de análogos do péptido semelhante ao glucagon [GLP-1]).
Numa minoria de doentes significativa — podendo mesmo ser a maioria — o controlo a longo prazo é difícil, se não impossível, de atingir.